11 de novembro de 2007

Amizade

e agora, vemos todos com extrema clareza quão cruel pode ser a vida. Posso estar sendo egoista, pois meu problema, minha dor, minha aflição, deve ser considerada descartável e idiota para a maioria. No entanto, que posso eu fazer, sendo que meu coração está tão reprimido, tão vazio, tão apertado...
A vida, aos poucos, tira de você tudo o que realmente importa. No inicio, são coisas pouco valorizadas pela maioria, como a inocencia, a pureza, a imaginação fértil; depois começa a ser mais cruel, levando um a um seus anos, seus preciosos minutos, seus animais de estimação, seus avós distantes... No entanto, até ai ainda é suportável...
Agora, passado alguns anos, ela começa a te levar os amigos. Todos sabemos que a familia, a base de tudo, o pilar de sustentação de qualquer pessoa, é uma parte importantissima para formação de nossa integridade. Agora, por mais intimidade que tenhamos com qualquer familiar, estamos mais habituados a se abrir com amigos, dividir experiencias, emoções, vidas... E a vida, maldita vida, nos tira no momento em que se tornam mais importantes, mais indispensaveis. Independente da situação em que nos encontramos, a vida consegue escolher os piores momentos para os tira-los. E o pior, não é o fato de irem, e sim saber que ficará aquele imenso vazio em seu coração, aquele sentimento de perda, aquela dor inimaginavel até então. Perder noites de sono, lembrando, chorando, imaginando como tudo seria mais facil caso aquela pessoa tivesse junto a ti. Imaginar, somente, pois a pessoa não está lá nesse exato momento...

A unica coisa que me faz aguentar, é saber que independente de onde esteja, essa pessoa especial em minha vida, continua tendo alguma lembrança, mesmo que apagada e já sem cor, do que um dia foi um amor incondicional. E que esse amor ainda está aqui, alojado em meu peito...


e assim, pouco a pouco, a vida nos leva tudo... até o ultimo fio de cabelo sem cor, morto, como todo o resto...

6 de novembro de 2007

não!

"... posso ser um, posso ser todos. porém, visto mais a fundo, não sou nenhum. Não sei, não consigo, não posso, não vou. Ou talvez, possa ir.
Sou tudo, quando não sou nada.
Infinitas vezes, já me questionei sobre quem seria eu. Cheguei a ponto algum, como todos devem ter imaginado. No entanto, não se trata de encontrar algo, ou não encontrar, de perder ou ganhar. Como ouvi uma vez, só há perdedores, pois ninguém encontra todas as respostas, ninguém vence. Todos perdem, pois morrerm sem saber ao certo, qual foi o sentido de viver, ou de que valeu os momentos passados na Terra.
Como um dia me disseram 'Não importa de onde vim, muito menos pra onde vou. O que importa realmente é a TRAVESSIA!'
sem mais."