29 de setembro de 2009

can you take me higher?

acabei de assistir um filme que me deixou meio, digamos, encanado.
além de ser uma "puta critica" como certa vez um amigo meu disse, ele nos faz pensar: será que não vivemos todos em redomas de vidro, ou vendo através de um binóculo, tendo assim uma visão errada da complexidade da situação real que vivemos?
as vezes, para nossa própria proteção, nos negamos a ver a total intensidade de atos/ações/situações, e com isso acabamos por ter uma visão torta, maquiada e errada do que realmente acontece.

siga esse raciocinio (como normalmente quase todos fazem): o governo está uma merda, eu estou quase falido, o ensino está ruim, a saúde pública também, inflação entre outras coisas. certo, o governo muda, mudam os planos da economia. eu começo a ganhar RIOS de dinheiro. a saúde CONTINUA uma merda, bem como o ensino público. a inflação baixou. o governo passa então, a dar uma mesada para as pessoas que vivem a BEIRA da miséria, para que elas, não pelo suor do seu trabalho (pelo fato de não terem um) ganhar dinheiro.
veja por esse angulo, pois ele é adotado pela maioria: eu sai de um estado ruim, para um estado bom, logo que atravessei essa linha, a linha da pobreza, o ensino publico e o sistema de saude publica nao me interessam mais, pois eu tenho dinheiro o suficiente para pagar uma escola particular, e um plano de saude.

certos raciocinios, de "privilegiar" a classe de maior poder aquisitivo REINAM na nossa atual sociedade. e eles simplesmente maquiam a pobreza com bolsa familia, bolsa escola, prouni, sistema de cotas. acho particularmente, que pode sim ser implantado esse sistema de cotas. só que numa ação conjunta com o GOVERNO e o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, pois se eles acabam por afimar que pessoas de escola particular tem vantagem em faculdades, pelo ensino que tiveram, porra, então arrumem o ensino publico, para que isso não aconteça mais!



só que enquanto ninguém agir, vai continuar desse jeito: uma mão lava a outra, e posteriormente, as duas voltam para o lixo. lixo esse que está transbordando no senado, e sugando a cada momento uma parcela PRIMORDIAL no dinheiro que nós, o POVO, fornece.

parabéns, você acaba de compactuar involuntariamente com a corrupção!







sei lá, loucura não acham?
-marcelo

27 de setembro de 2009

can't you hear my motored heart?

é, hoje é sem duvida alguma um dos tipicos dias em que eu escrevo aqui.
dias ruins, fatidicos, cansativos, chatos, filhas da puta. é, é bem por ai mesmo.

sei lá, percebi algumas coisas nesses ultimos dias. amizade a gente só faz uma vez na vida (não uma, faz algumas, mas to fazendo algo usando de proporção). sinceridade pode ser uma arma, dependendo do momento em que é usada. mentira também, mas você deve mentir mais, e ser menos sincero. sinceridade a cada dia que passa é mais desvalorizada e mais ridicularizada.
faça muitos inimigos. e tenha sempre eles, cada vez mais perto.
não se deixe entregar. uma frase, um ato, um pensamento, e pronto, tudo vai por água abaixo.


be strong, don't be afraid.


é o melhor conselho que posso dar nos dias de hoje.
e quem achar que estou errado, que fale a verdade. afinal, não sou eu o dono dela.


-marcelo

15 de setembro de 2009

prayer.

É minha gente. Tudo que é bom, que te da algum tipo de esperança, em geral, aquilo em que você bota fé, não da certo.

Como o UniFestRock de Campinas. A gente se inscreveu, nem botando muita fé que aquilo daria em alguma coisa. Tocamos nossa vida, continuamos com a nossa musica, sem demais pretenções.
Eis que, somos subitamente chamados como uma das 36 bandas finalistas.

Poxa, para quem está acostumado a tocar só no mesmo palco, dentro de "casa" por assim dizer, sair da cena montessionense de bandas independentes e partir para uma cidade grande, para um festival visado, por bandas do Brasil, no qual são sempre encerrados com ótimos shows (como a da edição desse ano, que contava com Velhas Virgens, Cachorro Grande e Kid Vinil), foi no minimo excitante e emocionante.

Chegamos lá, na quinta-feira a tarde, já tinham algumas bandas, nada muito intimidador, alguns como umas poses mais estrelinhas, mas nada fora do comum. Achamos que seria algo no minimo engraçado tocar dentro de um circo.

Na hora que a galera começou a se apresentar, deu pra perceber como seria mais ou menos a parada. Várias bandas com um som legal, interessante, estilos mais alternativos/underground que eram boas, mas também diversas com um som mais polido, tipico, comercial por assim dizer.

Chegamos nós, a banda Destilados de Monte Sião, com um som, digamos, atípico, mas que também não foge as vertentes do rock. Chegamos e tocamos. Apesar do retorno pouco audivel, e da total falta de noção, que pelo menos eu (baterista) estava tendo sobre qual seria a impressão do público quanto a imagem da banda, subimos e fizemos o nosso show.

Impacientes ficamos aguardando o final do festival, tanto para ver o show do Velhas Virgens, quanto para saber qual seria a situação que ficariamos, se teriamos passado ou não.

Pra encurtar a história, não, não passamos para as finais. Minhas sinceras desculpas para nossos fãs (se é que temos algum), mas fazer o que, um dia a gente perde, outro a gente ganha.

Quero parabenizar a galera das outras bandas, pela vitória, e agradecer as (poucas) bandas que fizeram contato conosco la dentro do festival, enfim, a todos que gostam do nosso som.

É, ganhar não deu. Mas não tem problema não. Sabem, o nome da banda normalmente inflite na personalidade dos integrantes, no nosso caso não poderia ser diferente.
E sabem o ditado de que para afogar as mágoas é bom uma boa e velha cerveja? Não tenho nada o que negar sobre isso.


-marcelo

2 de setembro de 2009

dear mama...

Sei lá, as vezes me canso de postagens sérias, com nexo, com fundamento ou com algum tipo de teor literario.
As vezes é legal fazer um post unicamente pra dizer que você está/não está nos melhores dias, que está estranho, que está feliz, ou triste, porque seu computador quebrou e não foi na sua mão.

Quero um iPod, uma vida menos complicada, uma tatuagem e uma chance.
Seriam isso coisas muito complicadas? Todas elas?

Meu professor hoje disse que não vê nada de bom em blogs, orkut, twitter. Que todos escrevem para que outros leiam, não para si mesmo.
Bom, se sou o único que vê isso, posso dizer que escrevo pra mim. Segundo, não escrevo na intenção de ser conhecido na internet, de ter fãs, na esperança de alguém ler.
Escrevo porque dia a dia sinto vontade, necessidade de passar, ou de tirar de mim, o meu dia, como foi, como penso, como me sinto. Não me sentiria bem e ficar quieto, simplesmente ver a vida passar, nada retirar e nada acrescentar.


entenda como quiser.

-marcelo

1 de setembro de 2009

talk shows on mute.

ta meio estranha a situação atual. sério.









a gente não leva a sério umas coisas que fala, e quando percebe, elas realmente fazem sentido (ou começam a bater diferente no coração/cabeça).
sei não o que ocorre.







complicado é que eu to sendo sincero. em tudo que digo.
espero um voto de confiança.

ps: vou tocar em campinas dia 10/09/09, no UniFestRock, no Unicirco, Parque Taquaral. se der compareçam (se é que alguém perde o tempo lendo isso aqui).




sick sad little word. i think that might be "love".
-marcelo