18 de agosto de 2009

you know that i'm no good...

Complicado essa de querer ser publicitario.
Tô falando sério meu. Pra começar tem essa de ter que escrever tudo certo, estudar de tudo um pouco, saber cores, sabores. Campo concorridissimo, desde publicitarios propriamente ditos, até designers, administradores, marketeiros. Todo mundo querendo (e conseguindo) um certo espaço no meio da bolha que engloba campanhas, folders, planejamento, pesquisa, publico, emissor, televisão, radio, internet. É um rolo fdp...

E ainda tem essa, a gente praticamente cria tendências, ou pelo menos direciona o público para o qual estamos trabalhando para certo lugar, damos opções, diretrizes. Ai vem hoje uma mulher e me pergunta se gosto se discute. A principio a gente pensa "claro que não, o que define o gosto é com o que a pessoa se sente bem, se sente confortavel. Depende da cultura, da bagagem, do local onde a pessoa mora. Há vários aspectos, mas a principio gosto não se discute".

Tá certo, não se discute. Mas e ai, você vai fazer, digamos uma camiseta. Como é que você não vai limitar o gosto da pessoa a sua própria criação? O que você fez, é algo de seu gosto (particular ou comercial), agora o gosto pessoal não é meramente coisa de "Cada um tem o seu", está mais pra "Cada um direciona o seu pra algum lado". E o que direciona o gosto? Campanhas, amigos, internet, enfim, diversos fatores.

Pra que será que a Nike, Adidas, Puma patrocinam na sua maioria jogadores de futebol? Para que todos vejam seus produtos em pessoas de sucesso, logo almejem o mesmo material, para quem sabe estarem mais parecido com o tal jogador. Da mesma maneira que colcci, carmin, triton, CK, direcionam para outros grupos sociais, que são normalmente assistidos pelo seu público alvo.

É disso que se trata. De induzir, mesmo que involuntariamente, para o produto que você deseja promover.

Só há dois extremos nesse jogo de indução: de que modo usar e com que finalidade usar.



para bem? mal?




isso ainda será decidido.

-marcelo

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